domingo, 15 de março de 2009

Fronteiras do Universo - Philip Pullman



A Bússola de Ouro:

De tempos em tempos surge um escritor cujo impacto é tão extraordinário que marca a imaginação de toda uma geração. Foi assim com Lewis Carrol, foi assim com Tolkien. Nos anos 90, este escritor é o inglês Philip Pullman, autor de A Bússola de Ouro. Traduzido em mais de 17 idiomas, o romance vem conquistando leitores e a crítica especializada por onde passa. Primeira parte da trilogia "Fronteiras do Universo", já rendeu ao autor os prêmios The Guardian Children's Fiction Prize e Carnegie Prize e a indicação da Publishers Weekly como o melhor livro de 1996 para público jovem. Numa narrativa envolvente, Pullman conduz o leitor a um mundo mágico. Acompanhando a jovem Lyra, que se lança numa busca desesperada e enfrenta terríveis obstáculos quando seu amigo Roger desaparece, o escritor nos apresenta um universo de fantasias onde os daemons correm pelas ruas de Oxford e Londres...onde um redemoinho de poeira misteriosa está por toda parte, tornando possível às crianças conhecerem segredos que os adultos dariam tudo para desvendar.

A Faca Sutil:

Ansiosamente esperado pelos leitores de "A Bússola de Ouro", chega ao mercado brasileiro A FACA SUTIL, segundo volume da trilogia "Fronteiras do Universo", de Philip Pullman, publicada pela Objetiva. A série, que conquistou fãs ardorosos em todo o mundo, assim como a crítica (A FACA SUTIL foi escolhido Livro do Ano no Reino Unido em 1998), faz jus à melhor literatura calcada em imaginação férica e emoções fortes - é uma aventura que acelera o coração. Neste volume, Will tem apenas 12 anos e tudo começa quando, depois de matar um homem, ele parte para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seu pai. Num passe de mágica, atravessa o ar e penetra num mundo onde conhece uma estranha garota, Lyra, que, como ele, também tem uma missão a cumprir. Em Cittàgazze, onde os dois se encontram, as ruas são habitadas por espectros letais, devoradores de almas e outras criaturas aterradoras que disputam com todas as forças um poderoso talismã, capaz de cortar o nada e abrir brechas para outros universos: a faca sutil. Os dois primeiros livros da trilogia de Philip Pullman foram traduzidos para 18 línguas e já são considerados um clássico da literatura. "A Bússola Dourada" recebeu a medalha Carnegie, o Prêmio de Ficção do Guardian e foi eleito o Livro do Ano na Grã-Bretanha em 1997.

A Luneta Âmbar:

A LUNETA ÂMBAR é o esperado último volume dessa trilogia. Em janeiro de 2002 recebeu o Whitbread book of the year, o mais importante prêmio literário britânico. Foi a primeira vez que um escritor infanto-juvenil vence o Whitbread. A Luneta Âmbar também foi considerado o melhor livro de 2001, pela imprensa londrina. Da coleção Fronteiras do Universo fazem parte, ainda, A bússola de ouro e A faca sutil, ambos editados pela Objetiva. Lançados em primeira mão na Inglaterra, os três tomos alcançaram rapidamente a lista dos mais vendidos na Europa, EUA e Canadá, inundando livrarias com seus personagens fantásticos, universos paralelos, vilões, heróis e estrelados pela menina Lyra. Especialista em literatura infanto-juvenil, escritor e profundo conhecedor dos livros de mitologia, fábulas e aventuras mágicas, Philip Pullman desenvolveu um estilo arrebatador tanto para jovens quanto para adultos. Pullman não subestima o público infanto-juvenil. Sua obra foge do desbotado mote Bem x Mal e seus enredos primam pela ousadia dos temas, entrelaçando religião, criação, evolução, morte, pecado, física cósmica, autoridade e liberdade a serviço da imaginação e da literatura de qualidade.

4 comentários:

Larissa Mignon disse...

Gostei muito desse trilogia! A narrativa, os personagens é tudo muito fantástico! Mas apesar de ser uma ótima historia não concordo com que Pullman fala sobre a "Autoridade" (Deus). Ele O cita como um ser terrível e egoísta coisa que de maneira alguma posso concordar. Mas essa é a visão dele, então eu a respeito.

Ozimar Júnior disse...

Larissa,
Acho que o Pullman não criou a "Autoridade" (Deus), como representação fiel de um suposto Deus real. Mesmo que ele tenha feito isso, prefiro encarar Ficção, como mera ficção mesmo. Sacou?
Obrigado pelo comentário!

Larissa Mignon disse...

Eu sinceramente acho que ele criou mas também encaro a obra como ficção, ainda sim não concordo com o autor em muitos pontos.

Donna disse...

Estou começando a Ler a Luneta Ambar e realmente tenho que admitir que ele escreve muito bem, mas tem alguns pontos em que eu não concordo, pricipalmente ao que se refere a "Autoridade" (Deus) Não entrarei em detalhes para não estragar a emoção de quem ainda vai ler, contudo continuo lendo torcendo para que o desfecho seja difernte do rumo que as coisas estão tomando. Afinal, quem são os "bonzinhos"? Vale mais aquele de mata um ou aquele que mata vários? Pergunta sem resposta...