domingo, 3 de agosto de 2008

O PROBLEMA DO MILÊNIO


A imagem da vida de repente me deixa aterrorizado. Não que eu ligue muito para o que está acontecendo com o mundo. Também não se trata de indiferença, acho que seja uma maneira nova de visualizar tudo o que se apresenta neste novo século. Não que eu seja inovador por isso, não.

Acho que a maneira como tento entender o mundo é o que me torna assim. Aprendi como matemático empírico, literata fracassado e pseudoteólogo a ver as coisas sem romantismo. Isso é estranho e também doloroso para os que sem saber se embrenham nesta busca sufocante que no máximo levará a descoberta do óbvio ululante.

Faz alguns dias que a filosofia fracassou na tentativa de resolver os problemas humanos e não será a física quântica e nem a geometria hiperbólica, nem muito menos a teologia da libertação, realmente não. A humanidade vive um novo paradigma e quem estiver de saco cheio que tente entender tudo isso, que eu prefiro neste momento recolher tudo isso para debaixo do tapete.

Então o que devemos fazer, nós  se é que existe alguém como eu  seres bissextos por natureza, curingas no meio do baralho. Talvez simplesmente olhar para o mundo com admiração e com cara de bobo esperando que tudo o mais seja resolvido: quem sabe com a construção de uma nova forma de pensar?

O meu otimismo possui razões e não falem mal por isso. Creio que deva ser efeito de minha euforia ou por qualquer outro sintoma sem sentido.

Agora vou tentar falar mais “sério”...

A primeira vez que me coloquei diante do mundo com a intenção de tentar compreendê-lo, entendi que era difícil compreender. Desde aquele dia passei a me questionar sobre as mínimas coisas e as mínimas chamaram as maiores e aos poucos o castelo de cartas perdeu sua base e o que aconteceu meus leitores podem deduzir facilmente.

Uma coisa posso dizer com franqueza: nem todas as peças do quebra-cabeça estão postas corretamente no tabuleiro. Para um cético ou para um mago tudo não passa de um relativismo fatal. Não que eu seja afeito a comparações baratas, mas é que o Século da Rede Mundial de Computadores trouxe consigo uma carga de influências que não sabemos como se desfarão. Daí o homem se lançou num plasma “matrixial” fruto de toda essa algazarra.

Não sei muito sobre o que falo. Mas a sensatez me acompanha e creio que o que sobreviverá de tudo isso será a possível capacidade de se raciocinar e a vantagem disso é tão incerta quanto o problema aqui tratado. Sei que novamente vão me achar pessimista e não peço que fiquem receosos por isso. É que a complexidade de tudo isso me deixa atônito e circunspecto.

Lembro-me quando criança brincando pelas veredas do meu pequeno interior. Via ali muitas certezas incertas e pouco convencimento sobre as diversas realidades criadas por mim. Por que me chatear com isso? Não sei de fato e acho que esta é a pergunta mais importante da humanidade. Tudo que criamos ronda o fantasma desta pergunta simples e tão difícil de ser respondida.

Se pudesse convocaria o mundo intelectual para tentar resolver este problema tão primordial pra mim. Mas realmente seria muita extravagância dentro da já extravagante razão de tal problema.

Um comentário:

Saulo disse...

Vejo aqui, nesse texto, não o pessimismo genial de um cético: mas sim as constatações pessimista de um gênio.